Archive for maio, 2008

Friends

maio 27, 2008

Este ano, terça-feira deixou de ser um dia comum. Eles sabem porque.

Sendo assim, brindo aos meus amigos com este texto sublime de Oscar Wilde, dramaturgo, escritor e poeta irlandês.

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Gustavo Zonta – que já espera pela próxima terça…

No meu ipod

maio 25, 2008

Todos os meses vou tentar dar uma dica musical pra quem visita o meu blog. Um CD novo ou uma banda que eu goste e ache importante vocês conhecerem.

Vou abrir este espaço com o CD que mais anda tocando no meu iPod este mês.

“Onde Brilhem Os Olhos Seus” é o primeiro álbum solo da vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai. O disco é resultado de um convite feito pelo compositor e escritor Nelson Motta a cantora mineira. Por ver semelhanças nas vozes de Fernanda e Nara Leão, ele propôs a ela fazer uma releitura das principais musicas da cantora da bossa nova brasileira.

Com a voz doce e suave de sempre, ao lado dos criativos arranjos do marido John Ulhoa, também Pato Fu, Fernanda interpreta músicas de grandes gênios brasileiros: Diz que fui por aí – Zé Keti/Hortênsio Rocha; Com açúcar, com afeto – Chico Buarque; Lindonéia – Caetano e Gilberto Gil; Insensatez – Tom Jobim e Vinicius de Moraes; Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos – Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

O disco é muito mais que uma homenagem a cantora Nara Leão, é um exemplo de que as boas músicas não têm nenhum prazo de validade. Soam tão fortes e graciosas no presente como soaram no nosso passado.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o disco ou ouvir algumas das faixas, dê uma volta no blog de Fernanda Takai:

http://fernandatakai.wordpress.com

Gustavo Zonta – que acha a primeira música do CD sensacional…

Entre tragos

maio 19, 2008

O relógio marca 00:30. A penumbra invade as janelas do apartamento. Uma luz fria atravessa as cortinas e toca o rosto do jovem, já adormecido. O vento noturno sopra levemente e circula pelo quarto. Aquele calor infernal do dia finalmente desapareceu e deu lugar ao ar fresco vindo do sul. Coberto apenas por um lençol, o jovem parece sonhar com algo intenso. Move-se a todo o momento pela cama, transpira como se corresse e sussurra coisas incompreensíveis, na língua dos sonhadores.

Em um segundo, o sono se quebra. Ele quase cai para fora da cama ao gritar assustado. Respira fundo algumas vezes e demora um pouco para cair em si. Tudo aquilo, por mais real possível, tinha sido apenas um novo pesadelo. O primeiro depois de algumas semanas de noites tranqüilas.Levanta, ajeita a samba-canção, caminha lentamente em direção a cozinha. A luz amarelada da geladeira ilumina o pequeno apartamento bagunçado. O prazer de beber um copo de água gelada era tudo o que ele queria.

O relógio, pendurado na parede da sala, marca 2:28. Ele zanza, aceso, pelos cantos do apartamento a procura de sono. A insônia havia voltado. Não estava curada, como pensava, e chegou como um sonho ruim. Sem esperanças de uma noite bem dormida, o jeito é tocar baixinho um violão, acender um cigarro “caseiro” e caminhar sem rumo pelas ruas da cidade.

Em meio a fumaça, que sai da boca, ele vê uma cidade sem dono. Ruas vazias, bares e restaurantes fechados. Sons de buzinas e sirenes policiais o acompanham ao longe, compondo a trilha sonora da madrugada. Entre um trago e outro, ele percebe estar no meio de uma praça e senta no banco de cimento para apreciar calmamente seu cigarro.

– Fala parceria! Será que não dava pra tu me arranjar um trago desse cigarrinho aí? – pergunta um homem de barba longa, vestindo trapos e enrolado em uma coberta surrada.

– Bah amigo, o cigarro tá quase no fim. Mas, tudo bem, senta aí!

O homem estranha e, com desconfiança, senta devagar ao lado do jovem rapaz. Em comum, eles trazem o prazer pelos cigarros e a barba há um bom tempo por fazer. Na paisagem da grande cidade, a brasa ilumina, de trago em trago, os rostos mal dormidos, as pupilas dilatadas, os risos tímidos na fumaça.

O cigarro acaba logo. Eles dividem a última ponta. Por alguns segundos, permanecem parados lado a lado, curtindo em silêncio o prazer das longas tragadas.

O jovem cumprimenta o homem, levanta e caminha sem pressa de volta ao apartamento. Enquanto anda, pensa há quanto tempo aquele homem deve estar sem uma boa noite de sono.

O homem permanece ali sentado no cimento, envolto pelo cobertor sujo, aguardando a hora certa para procurar um bom lugar para dormir. – Há quanto tempo esse guri não dorme? – pensa o homem, segundos antes de começar a caminhar em busca de um pouco de sono.

O vento continua a soprar, refrescando a madrugada da grande cidade.

O relógio marca 4:45.

Gustavo Zonta – amante da madrugada e levemente perseguido pela insonia

Do que você tem medo?

maio 12, 2008

De morrer, da verdade, de errar, da solidão, de deus, do escuro, do bicho papão? Todos nós temos nossos medos. É impossível negar que o medo faz parte de nossa existência. Eu tenho os meus medos, você tem os seus. Quem sabe até sejamos cúmplices em alguns.

Quando crianças tememos o escuro, o bicho que mora dentro do armário, o chinelo pesado da mãe.

Crescemos e os medos mudam com a gente. Acompanham de perto cada passo, cada escolha, cada indecisão. O vestibular, a mentira, os carros, o pecado, a multidão.

Medo dos inimigos, do amor, do ódio, da inveja, do claro, do chefe, da incompreensão.

Medo de quem se é.

“Medo do medo que dá!”

Será que faz sentido tanto medo assim?

Gustavo Zonta – que tem medos…

Miedo

Tienen miedo del amor y no saber amar

Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz

Tienen miedo de pedir y miedo de callar

Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar

Tienen miedo de la noche y miedo del azul

Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar

Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva

El miedo es una trampa que atrapó al amor

El miedo es la palanca que apagó la vida

El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão

Tenho medo da vida e medo de morrer

Tenho medo de ficar e medo de escapulir

Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar

Tenho medo de esperar e medo de partir

Tenho medo de correr e medo de cair

Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo

O medo é uma casa aonde ninguém vai

O medo é como um laço que se aperta em nós

O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar

Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser

Tienen miedo de decir y miedo de escuchar

Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar

Tenho medo de amarrar e medo de quebrar

Tenho medo de exigir e medo de deixar

Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia

O medo é uma armadilha que pegou o amor

O medo é uma chave, que apagou a vida

O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo

El miedo es una casa donde nadie va

El miedo es como un lazo que se apierta en nudo

El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo

Medo de dobrar a esquina

Medo de ficar no escuro

De passar em branco, de cruzar a linha

Medo de se achar sozinho

De perder a rédea, a pose e o prumo

Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão

O medo circulando nas veias

Ou em rota de colisão

O medo é do Deus ou do demo

É ordem ou é confusão

O medo é medonho, o medo domina

O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara

Medo de encarar

Medo de calar a boca

Medo de escutar

Medo de passar a perna

Medo de cair

Medo de fazer de conta

Medo de dormir

Medo de se arrepender

Medo de deixar por fazer

Medo de se amargurar pelo que não se fez

Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H

Medo de morrer na praia depois de beber o mar

Medo… que dá medo do medo que dá

Medo… que dá medo do medo que dá

E se esse mundo for o inferno de outro planeta?

maio 9, 2008

A pergunta acima foi feita por Aldous Huxley, escritor inglês, pai do “Admirável mundo novo” (que eu ainda não li), e está no primeiro post do meu amigo Fernando Assanti (http://olhaaplaca.blogspot.com), que acaba de entrar no mundo dos blogs como eu.

Eu não sou nem pretensioso, nem arrogante o bastante para tentar responder tal pergunta, mas acho interessante, e fundamental, nós pararmos um segundo nossas vidas mortais e pensarmos que tudo o que vivemos, o mundo ao nosso redor, tudo aquilo em que acreditamos pode não fazer sentido nenhum!!! Aliás, eu acredito mesmo que não haja muito sentido nas coisas…

Eu não consigo encontrar muito sentido para a minha vida e acho que ela definitivamente nem tenha um. Eu apenas vivo. Da forma mais prazerosa possível… “Viva pelo prazer!” dizia o filósofo Friedrich Nietzsche. E assim eu busco fazer todos os dias… o prazer de uma boa conversa, o prazer de encontrar um amigo, de conhecer novas pessoas, o prazer de comer, de ver, de sentir… são tantos…

Qual é o sentido da sua vida? Você sabe?

Uma madrugada dessas, assistindo a um programa de televisão sobre filosofia, escutei um professor fazer uma análise bem clara de tudo isso, em poucas palavras acho que era mais ou menos isso:

“A pessoa que nunca parou, olhou o mundo ao seu redor e pensou que tudo pode não fazer sentido nenhum só pode estar de brincadeira!”

E se esse mundo for o inferno de outro planeta?

Ótimo! Minha vida nesse inferno parece estar uma maravilha…

Gustavo Zonta – que adora esse tipo de conversa…

Pequenos Príncipes

maio 8, 2008

Eu não lembro muito bem, você provavelmente também não deve lembrar de muitos detalhes. Poucos guardam intactos na memória aqueles momentos vividos há anos atrás, sejam eles mais ou menos distantes. Mas de uma coisa tenho certeza: todos nós sentimos saudades. Por quê? Ah, talvez seja justamente porque esquecemos ou porque ficaram apenas as boas lembranças, ou ainda, simplesmente porque vivem dizendo por aí que a infância é a melhor época de nossas vidas. E não é?

A primeira lembrança quando me vejo criança é das festas de aniversário preparadas pela minha mãe. Bolos gigantescos enfeitados minuciosamente, brigadeiros de vários tipos e, claro, os presentes. Mas, o mais gostoso mesmo era ver a casa cheia de amigos. Você sabe, quando somos crianças amizade é coisa séria. Quem era o seu melhor amigo ou amiga? É bem provável que eles não sejam mais os mesmos. As coisas mudam, nós mudamos, conseqüências de nos tornarmos gente grande.

Eu cresci em uma cidade pequena do interior de Santa Catarina e mesmo se fosse uma metrópole a noção de mundo quando somos crianças é um tanto reduzida. Como planetas de pequenos príncipes. A escola, os cantos da casa, a rua. A última opção sempre me atraiu mais. Era chegar da aula e correr para fora do ninho. Naquele tempo, todas as crianças viviam na rua e ninguém precisava se preocupar. A rua era o palco das artes, convivi com grandes artistas durante toda minha infância.

Entre uma arte e outra, brincávamos. Às vezes, até o anoitecer. Nos matos, nas casas abandonadas, no campinho de futebol de chão batido. Nosso esporte preferido, subir em árvores. Hoje, elas até podem parecer pequenas, mas um dia foram enormes. Pega-pega, bolinha de gude, esconde-esconde. Lembra como era bom ficar escondido até o último segundo e poder salvar todos os amigos no final? Prazeres que só a infância pode proporcionar.

Ah, quanta saudade de apanhar jabuticabas, goiabas e comer elas fresquinhas, ainda pendurado em cima das plantas. As frutas de hoje certamente não têm o mesmo gosto. Falta alguma coisa. Talvez ingenuidade, um pouco de sinceridade e inocência. Sabores da infância.

Mas aí, de uma hora pra outra, o tempo resolve passar, muito mais rápido do que podíamos imaginar. Como num estalar de dedos nos vemos quase adultos, sentados na frente de um computador narrando nossos dias de criança e sentindo saudades daquele tempo. Saudades de uma época em que tudo era mais simples, nossa maior preocupação era brincar, ir para a escola ver os amigos e se aventurar pelo nosso pequeno universo. Éramos pequenos príncipes entre rosas, vulcões, raposas e baobás. Lembra?

É engraçado, quando somos pequenos queremos porque queremos ser grandes, crescemos e sonhamos em voltar à infância. Coisas de adultos. Se você tiver um tempo, peça para uma criança, talvez ela saiba te explicar.

…crônica escrita em alguma aula do curso de jornalismo…

Gustavo Zonta – que sente muita falta de sua infância hoje… e sempre sentirá…

Rubber Soul

maio 6, 2008

Confiando levemente nos meus registros de infância, não muito bem guardados pela minha memória imaginativa e limitada, eu me lembro de ter mais ou menos uns 10 anos e ter saído de casa para ir ao shopping com os meus pais. Na época, se eu realmente tinha dez anos, deveria ser 1995 ou 1996 (certamente era década de 90). Eu estava nos primeiros passos do meu curso de violão, começando a fazer as primeiras pestanas e trastejando com fidelidade. Lembro de ver meus amigos e vizinhos escutando músicas eletrônicas, funk e alguma coisa de Legião Urbana.

No meu violão daqueles anos, que hoje mais parece um cavaquinho de seis cordas, eu arranhava Asa Branca, alguma coisa de Roberto Carlos (como é grande o meu amor por você) e Sérgio Reis (menino da porteira, é claro). Mal sabia eu que os mis, lás e dós que eu primariamente seqüenciava nas cordas de aço do curto braço de madeira formavam melodias de grandes clássicos da música popular brasileira. Anos mais tarde eu iria descobrir isso, mas, naqueles dias, eram apenas as músicas da aula de violão.

Para falar a verdade, essas não eram as músicas que agradavam os meus ouvidos ou, então, faziam eu bater o meu pezinho no chão. Lembro sim, deles baterem, ainda timidamente, no assoalho do carro de um primo meu, quando ele colocava no som do Uno aquela fitinha especial. Eu ria toda vez que pegava a pequena capa de plástico na mão: um bebê nadava nuzinho em direção a uma nota de um dólar. Eu não tinha a mínima idéia que estava segurando nas mãos um dos grandes clássicos do rock mundial de todos os tempos, o disco Nevermind, do Nirvana. Com músicas que são eternamente jovens e que mexeram com a minha cabeça de criança. Foi a felicidade quando consegui acertar pela primeira vez o solo inicial de “come as you are”. Hoje parece tão fácil, mas naquela época era impossível. Talvez, os culpados fossem os dedos muito curtos ou a mão pequena. É, provavelmente.

Como eu disse no começo de tudo, antes de relembrar essas pequenas passagens da minha formação musical infanto-juvenil, eu estava indo com meus pais para o shopping. Sim, estava, e levava comigo uma idéia fixa, martelando dentro da minha cabeça: “vou pedir de presente o CD da melhor banda de todos os tempos”. Todos falavam deles, tinham sido os melhores. Quatro ingleses que revolucionaram o jeito de se fazer música: Os Beatles. Com aquela idade, é claro que eu não tinha a mínima idéia do que iria levar para casa e nem do quão importante eles tinham sido para o rock mundial.

Incumbido da missão de sair do shopping com um CD da melhor banda de rock do mundo, fui logo carregando meus pais para todas as lojinhas de música. Depois de algumas andanças, escolhe aqui e escolhe ali, finalmente encontrei, com a ajuda do meu pai, uma coletânea que parecia trazer músicas de várias fases da carreira da banda. Era o primeiro CD que eu realmente pedia para que meus pais comprassem para mim. A capa do álbum trazia pequenas fotos das capas dos discos de estúdio dos Beatles. Na verdade, eram dois CDs que traziam imagens de meias maças pintadas em cima, o que eu achei o maior barato. Era o primeiro álbum da serie de coletâneas Anthology, o que, é claro, eu não sabia, mas tinha certeza de que levava pra casa dois CDs da melhor banda de todos os tempos.

Os anos passaram, eu mudei de cidade, aprendi a tocar violão um pouco melhor e ganhei alguns anos de idade também. Mas, minha paixão e admiração pelos Beatles se mantiveram e aumentaram muito nos últimos meses. Dias atrás, não sei de onde surgiu a idéia, resolvi sentar e escutar cronologicamente a discografia da banda. De “Please, please me” a “Let it be”, para tentar finalmente entender porque durante a minha vida eu ouvi as pessoas dizerem, e repetirem, que foi a melhor banda de todos os tempos.

Agora eu entendo porque. Não sei se eles realmente formaram a melhor banda de todos os tempos, talvez nem seja possível afirmar isso, e também não entendo tanto assim de música para dizer que eles revolucionaram o jeito de se fazer rock’n’roll, acredito que sim. Mas, o que eu sei de verdade mesmo, é que as músicas de John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal) de alguma forma mexem comigo. Isso quer dizer que quando eu estou ouvindo Beatles eu sou mais feliz. É por isso que o nome do meu blog é em homenagem ao quarteto inglês que é trilha sonora praticamente indispensável dos meus dias.

Gustavo Zonta