11 de setembro

setembro 11, 2008

Era terça-feira, mais uma de tantas outras. Eu ainda morava em Ascurra, interior de Santa Catarina, e estudava no primeiro ano do ensino médio. Tínhamos deixado o colégio mais cedo e caminhávamos juntos, eu e meus colegas, pela longa avenida de asfalto, a caminho de nossas casas. Naquele momento, não fazíamos a mínima idéia de que aquele não era um dia qualquer. Nem passava pelas nossas cabeças que lembraríamos daquela terça sete anos depois. Nós e o resto do mundo.

Quando entrei em casa, dia 11 de setembro de 2001, larguei a mochila na sala e passei o olho para ver o que rolava na televisão. Todos os canais passavam a mesma coisa. Imagens ao vivo de Nova Iorque onde teria acontecido um acidente aéreo. Um avião havia se chocado com um edifício no centro da cidade. Fiquei perplexo, apenas digerindo o que via. Pouco depois, outro avião fez uma manobra maluca e se jogou contra a outra torre do edifício.

Não dava para acreditar, era uma cena de filme hollywoodiano acontecendo na vida real, ao vivo pela televisão. O mundo inteiro assistia o desespero e o medo do império americano, que caia junto com as torres do World Trade Center. Eu ainda não tinha idéia disso, mas acompanhava, sentado no meu sofá, o maior ataque terrorista da história. Os EUA, maior potência econômica mundial, eram vítimas do ódio, do fundamentalismo religioso e da sede de vingança de extremistas liderados por Osama Bin Laden.

Hoje, quinta-feira, 11 de setembro de 2008, o mundo ainda não esqueceu aquela terça-feira. Provavelmente, não vai esquecer tão cedo. Depois daquele dia, já vimos os americanos invadir militarmente o Afeganistão, na caça a Bin Laden, e bombardear até ocupar inteiramente o Iraque, para enforcar Saddam Hussein. Tudo isso em nome da “democracia” e da “paz” mundial.

A luta americana pela PAZ tem dado ótimos resultados. No atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, morreram 3.234 pessoas. No Afeganistão, que até hoje sofre as conseqüências da invasão de 2001, morreram, segundo relatórios internacionais, cerca de 2.500 pessoas, 1.000 eram civis. No Iraque, ocupação que se mantém até hoje, morreram mais de 4 mil soldados americanos e 151.000 iraquianos, segundo a Organização Mundial da Saúde. Existem outras estimativas de mortes de iraquianos, os números variam entre 82.199, segundo a organização britânica “Iraq Body Count”, e os 1.033.000 mortos, segundo a “Opinion Research Business”, outra organização britânica.

Olhando tudo isso, como é possível esquecer o 11 de setembro?

Gustavo Paulo Zonta – que sente náuseas quando pensa em tudo isso…

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2 Respostas to “11 de setembro”


  1. Eu lembro muito bem, foi bem assim como você descreveu: chegar do colégio, ligar a TV e tentar entender o que estava acontecendo.
    Concordo com o teu texto, mas tenho uma visão um pouco mais radical: bom seria se tivessem, naquele 11 de setembro, bombas o suficiente para detonar os EUA inteiro.
    Bom, violência gera violência e a tendência é sempre piorar. =D

  2. Fernando Says:

    TO envergonhado!

    Eu não tava lembrando de nada até chegar aqui!

    hiuASuiHSuiHShIUAIUshuasuA


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