Prima Settimana

setembro 26, 2008

Faz uma semana que deixamos o Brasil! As vezes parece que faz um dia, as vezes parece que faz dois meses… Se o tempo parece meio doido, certo é que, aos pouquinhos, vamos nos acostumando com tudo que acontece ao nosso redor, afinal as coisas sao bem diferentes. As ruas, as pessoas, as casas, a paisagem, a lingua. Tudo novo.

Uma semana… pouco tempo, mas, como disse o Fernando ontem, “se fossemos embora amanha ja teriamos aprendido muito!” So estar aqui ja eh um aprendizado que nao tem como medir. Que nem diz minha tia, ” é uma outra escola”.

Se for assim, ainda estamos nas primeira aulas. Que venham as proximas!

bacci a tutti

arrivederci!

Gustavo Zonta – che è in Italia una settimana fa…


Ciao!

setembro 22, 2008

Depois de 3 avioes e mais ou menos umas umas 13, 14 horas… chegamos a Italia!! Viagem tranquila, apesar das dificuldades para dormir a 10 mil metros de altura. Com o passaporte italiano em maos tudo foi muito calmo! Nem parecia que estavamos atravessando um Oceano e entrando em outros paises. Primeiro Suica, depois Italia. Agora ja estamos em Verona…

Que cidade! A Arena, o rio Adige, as pontes, as igrejas…tudo tem uma historia. A cada passo um legado deixado pelo homem. Ruas estreitas, casoes alto com janelinhas por todos os cantos, carros de ultima gerecao. Realmente, Verona é lindissima! Clima agradavel, estamos no outono, mas hoje faz uma baita calor. Claro, de tardezinha esfria sempre e daqui pra frente a tendencia eh esfriar ainda mais. Esperemos o inverno…

O idioma eh o que mais me agrada. Cresci ouvindo meus pais falarem italiano e agora estou aqui. Me sinto bem ouvindo italiano em casa, na TV e nas ruas. Falando nisso, logo vamos comecar cursinho por aqui. Ja me viro mais ou menos, mas nao vejo a hora de ter seguranca o suficiente para sair falando com as pessoas. Ainda sinto um frio na barriga quando abro a boca para falar alguma coisa, mas aos poucos vou me soltando.

Amanha devemos fazer a residencia e logo vamos comecar a procurar emprego. Espero que tenhamos sorte pra encontrar alguma coisa rapido e se possivel boa! Nao sera facil, mas nao vamos desistir…

Non ho piu niente de dire per oggi… Allora me vado!!

A presto… arrivederci!

Gustavo Zonta – que agora esta na Italia…


É hoje!

setembro 19, 2008

É hoje! Estou mudando de país. Vou viajar para a Itália, daqui a algumas horas, sem saber o dia da volta. Levo comigo um grande amigo, outros tantos na memória, e a vontade de ver o mundo. Quero apreciar a sensação de insegurança e medo por estar em uma terra desconhecida, onde as pessoas falam uma língua que pouco conheço e vivem de uma forma que eu ainda nem sei.

Ao mesmo tempo em que tudo isso me assusta, também me instiga. Acho que é o começo de uma aventura que vai me fazer alguém melhor. To indo pra conhecer novos lugares, novas pessoas, mas também para me conhecer de verdade. Sinto quase que uma necessidade de embarcar naquele avião e viver tudo o que me espera.

Meus amigos e minha família entendem o quanto isso é importante pra mim e desde quando tudo era apenas um idéia meio “louca” sempre me apoiaram! Por isso, eu levo eles comigo, porque sou fruto do que vivi com todos eles, e tenho certeza que a saudade vira. Agradeço a eles por tudo e agradeço também cada voto de boa viagem que recebi nestes últimos meses. Valeu!

No mais, até logo! Porque certamente nos veremos em breve…

Aproveito pra retribuir aqui o obrigado do Fernando, meu grande amigo que topou toda essa loucura comigo. Com certeza, sua presença vai mudar os rumos dessa viagem incerta… valeu por estar do meu lado nessa hora tão importante! ObrEgado.

Espero estar postando novidades logo, logo… e que sejam ótimas!

Valeu!

Arrivederci amici… a presto!

Gustavo Zonta – que em algumas horas vai botar o pé na estrada…


11 de setembro

setembro 11, 2008

Era terça-feira, mais uma de tantas outras. Eu ainda morava em Ascurra, interior de Santa Catarina, e estudava no primeiro ano do ensino médio. Tínhamos deixado o colégio mais cedo e caminhávamos juntos, eu e meus colegas, pela longa avenida de asfalto, a caminho de nossas casas. Naquele momento, não fazíamos a mínima idéia de que aquele não era um dia qualquer. Nem passava pelas nossas cabeças que lembraríamos daquela terça sete anos depois. Nós e o resto do mundo.

Quando entrei em casa, dia 11 de setembro de 2001, larguei a mochila na sala e passei o olho para ver o que rolava na televisão. Todos os canais passavam a mesma coisa. Imagens ao vivo de Nova Iorque onde teria acontecido um acidente aéreo. Um avião havia se chocado com um edifício no centro da cidade. Fiquei perplexo, apenas digerindo o que via. Pouco depois, outro avião fez uma manobra maluca e se jogou contra a outra torre do edifício.

Não dava para acreditar, era uma cena de filme hollywoodiano acontecendo na vida real, ao vivo pela televisão. O mundo inteiro assistia o desespero e o medo do império americano, que caia junto com as torres do World Trade Center. Eu ainda não tinha idéia disso, mas acompanhava, sentado no meu sofá, o maior ataque terrorista da história. Os EUA, maior potência econômica mundial, eram vítimas do ódio, do fundamentalismo religioso e da sede de vingança de extremistas liderados por Osama Bin Laden.

Hoje, quinta-feira, 11 de setembro de 2008, o mundo ainda não esqueceu aquela terça-feira. Provavelmente, não vai esquecer tão cedo. Depois daquele dia, já vimos os americanos invadir militarmente o Afeganistão, na caça a Bin Laden, e bombardear até ocupar inteiramente o Iraque, para enforcar Saddam Hussein. Tudo isso em nome da “democracia” e da “paz” mundial.

A luta americana pela PAZ tem dado ótimos resultados. No atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, morreram 3.234 pessoas. No Afeganistão, que até hoje sofre as conseqüências da invasão de 2001, morreram, segundo relatórios internacionais, cerca de 2.500 pessoas, 1.000 eram civis. No Iraque, ocupação que se mantém até hoje, morreram mais de 4 mil soldados americanos e 151.000 iraquianos, segundo a Organização Mundial da Saúde. Existem outras estimativas de mortes de iraquianos, os números variam entre 82.199, segundo a organização britânica “Iraq Body Count”, e os 1.033.000 mortos, segundo a “Opinion Research Business”, outra organização britânica.

Olhando tudo isso, como é possível esquecer o 11 de setembro?

Gustavo Paulo Zonta – que sente náuseas quando pensa em tudo isso…


Pense!

setembro 9, 2008

“Se você acredita na eternidade, então a vida é irrelevante!”

Dr. House


Seria mais fácil…

agosto 10, 2008

Seria mais fácil se eu soubesse realmente o que quero ser. Tanta gente sabe, por que eu não sei? Médico, dentista, advogado, comerciante, jogador de futebol, professor… Estou a poucos dias da minha formatura e ainda não sei se é realmente jornalista que quero ser, apesar de, tecnicamente, já ser um. Isso me assusta. Me incomoda.

Provavelmente, outras pessoas dividem esse sentimento comigo. Mas, o que podemos fazer? Como vamos saber o que queremos ser se ainda não fomos nada?

Escolhi jornalismo porque me identificava com a área, sempre gostei de escrever e naquele momento achei que era a escolha a ser feita. Hoje, 4 anos e meio depois, posso dizer que me formo gostando muito, muito mesmo, da profissão que escolhi estudar. Mas ainda não sei definitivamente se é jornalista que quero ser. Aliás, nem jornalista, nem qualquer outra coisa.

Será que um dia eu vou saber o que quero ser? Talvez seja jornalismo mesmo… um dia eu descubro!! Ou morro sem saber também…

Por enquanto, a pergunta da infância ainda continua sem resposta:

– O que você vai ser quando crescer?

– Já cresci um pouco, sou praticamente um jornalista, mas ainda NÃO SEI!!

Acho que seria mais fácil saber…

Gustavo Zonta – que está a alguns dias de ser um jornalista…


Por quê?

julho 22, 2008

Há muito tempo eu venho me perguntando como o homem é capaz de tantas barbáries. De onde vem tanta violência? Essa necessidade cotidiana de ver o sangue de outros homens escorrer, de onde vem?

Outra madrugada, assisti novamente “Sete Anos no Tibet”, a história da invasão chinesa e o massacre de milhares de monges pacifistas. Ano passado vi “Hotel Ruanda”, a guerra civil que matou quase um milhão de pessoas em apenas cem dias, em 1994. Sem falar do que vemos todos os dias no nosso país, onde chegaram ao extremo de achar “normal” o fato de policiais matarem civis inocentes… Como explicar? Por quê?

Toda vez que penso em episódios como estes, guerras mundiais, invasões, Iraque, 11 de setembro, conflitos religiosos, Vietnã, Vidigal, Morro do Alemão… sinto enjôo! Me dá náuseas ver até onde o homem consegue ir em troca de poder, dinheiro, dominação, drogas, status, Deus… Por quê?

No documentário “Noticias de uma guerra particular”, dirigido por João Moreira Salles, o ex-chefe da Policia Civil do Rio de Janeiro, Hélio Luz, expressa toda a sua indignação com a situação da violência nos morros cariocas, isso há mais de dez anos atrás, e, em certo momento, faz uma pergunta bem simples, mas que até hoje não esqueci:

“Como é que se produz arma no final do século? Pra que se produz um fuzil com 700 tiros por minuto no final do século? Já não caiu o muro? Caiu. Então, qual é o problema? “

É assim que me sinto quando sou bombardeado com tanta violência. Qual é o problema? Por quê?

Quando é que a minha náusea vai passar? Se é que ela vai passar um dia…

Gustavo Zonta – que acha que vai morrer com náuseas…


George Carlin

julho 15, 2008

Faz uma semana que eu vi pela primeira vez esse cara no palco e ele é simplesmente sensacional!! George Carlin faz do humor uma arma e dispara pra todo lado: religião, política, costumes, senso comum, american life style…

Não são apenas boas piadas contadas em busca de algumas risadas. É deboche, ironia pura aliada a críticas ferrenhas a respeito de tudo que nós, seres humanos, pensamos e a forma como encaramos a vida.

Mais que bons momentos de diversão, ver George Carlin é se confrontar com uma forma diferente de ver a vida. Impossível entrar em contato com o humor desse cara sem repensar algumas certezas que temos. Confesso que minha visão de mundo é muito parecida com a dele.

Aqui vai um vídeo de Carlin só pra dar água na boca:

É uma pena que Carlin tenha morrido no último dia 22 de junho, aos 71 anos. Com certeza ele fará falta!! E vou mais longe, provavelmente se ele lesse isso diria que esse negócio de dizer que vai fazer falta também é “bulshit”!

Tem mais videos legendados no youtube! Divirtam-se…

Até

Gustavo Zonta – que também pensa que “religion is bulshit”…


That thing you do

julho 4, 2008

Ontem, em mais uma das minhas madrugadas, tive o prazer de ver de surpresa no Intercine, mas pela quarta ou quinta vez, o filme That thing you do” (The Wonders: O Sonho Não Acabou, no Brasil), lançado em 1996. Um filminho daqueles que já passou mil vezes na sessão da tarde e, praticamente, todo mundo viu.

Bom, eu assisti de novo e parecia que era a primeira vez. Claro, tenho a felicidade de ter uma memória um tanto curta e já tinha esquecido o final do filme, mas nem foi tanto por isso. O filme é realmente muito bom, pra quem gosta de música e dos Beatles, como eu, é quase um clássico. Várias vezes durante o filme fiquei extasiado com a velha história de uma banda sair da garagem e estourar numa velocidade meteórica.

A cena que mais mexeu comigo foi quando a música That thing you do tocou pela primeira vez no rádio. O jeito que acontece, como os integrantes vão ouvindo a música, a montagem, a trilha, é sensacional. Pra mim, a melhor parte sem dúvidas. Deve ser mesmo emocionante ver uma música sua tocar no rádio. Gostaria de sentir um dia esse prazer. But… isso é assunto pra outro post! Tô querendo demais…

Voltando ao filme… Resolvi pesquisar na net algumas informações extras. Tive grandes surpresas. Sempre pensei, talvez você tenha pensado também, que The Wonders fosse uma banda de verdade que teria feito sucesso com uma música só nos anos 60, como milhares de bandas, e o filme fosse como um documentário ficcional. Estava errado! Mal sabia eu que tudo havia saído da cabeça de Tom Hanks.

Isso mesmo! The Wonders nunca existiu, fora das telonas, e, muito menos, That thing you do esteve nas paradas de sucesso na década de 60. Tudo é fruto da imaginação de Tom Hanks. Foi o ator americano quem idealizou e gravou o longa: escreveu o roteiro, produziu, dirigiu e, claro, atuou. Apenas uma pequena ponta, como empresário do grupo.

Se não bastasse tudo isso, grande parte da trilha sonora de That thing you do, que dispensa comentários, foi composta por Hanks. Além de “That thing you do”, o grande hit, outras canções poderiam com certeza alcançar o sucesso, como “Dance With Me Tonight”, “All My Only Dreams”, “I Need You” e “Little Wild One”. Uma trilha sonora difícil de se esquecer.

Bom, depois de tudo isso, só me resta ser ainda mais fã do Tom Hanks, e dizer que se você ainda não viu o filme, algo quase impossível, vá até a locadora e alugue, vale muito a pena! Não é um filme grandioso, as vezes parece até despretensioso, mas esconde uma ótima história.

Outra coisa, bem óbvia. Não deixem de ouvir a trilha sonora, baixem em algum site ai ou passem no www.youtube.com.br e digitem The Wonders que tem um montão de clips e trechos do filme lá. Depois passa aqui pra dizer o que achou.

Até!

Gustavo Zonta – que as vezes pensa: o que seria da vida sem a música?!


Prévia…

junho 25, 2008

Certe Notti

Luciano Ligabue

Certe notti la macchina è calda
e dove ti porta lo decide lei.
Certe notti la strada non conta
che quello che conta è sentire chi va.
Certe notti la radio che passa Neil Young
sembra avere capito chi sei.
Certe notti somigliano a un vizio,
che tu non vuoi smettere, smettere mai.

Certe notti fai un pò di cagnara,
che sentano che non cambierai più.
Quelle notti fra cosce e zanzare
e nebbia e locali a cui dai del tu.
Certe notti c’hai qualche ferita
che qualche tua amica disinfetterà.
Certe notti coi bar che son chiusi
al primo autogrill c’è chi festeggerà.

E si può restare soli
certe notti qui
che chi s’accontenta gode
così, così
Certe notti sei sveglio
o non sarai sveglio mai
ci vediamo da Mario prima o poi.

Certe notti ti senti padrone di un posto
che tanto di giorno non c’è.
Certe notti se sei fortunato
bussi alla porta di chi è come te.
C’è la notte che ti tiene tra le sue tette
un pò mamma un pò porca com’è.
Quelle notti da farci l’amore
fin quando fa male fin quando ce n’è.

E si può restare soli
certe notti qui
che chi s’accontenta gode
così, così.
Certe notti son notti
e le regaliamo a voi
tanto Mario riapre prima o poi.

Certe notti sei solo
più allegro, più ingordo,
più ingenuo e coglione che puoi.
Quelle notti son proprio quel vizio
che non voglio smettere, smettere mai.

E si può restare soli
certe notti qui
che chi s’accontenta gode
così, così
Certe notti sei sveglio
o non sarai sveglio mai
ci vediamo da Mario prima o poi.

Gustavo Zonta – que adoro ouvir o italiano…